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Expresso: “Um milhão de portugueses não terá rede familiar na velhice” - principais destaques

Idosa sentada a uma mesa de cozinha, segurando chá quente e olhando pela janela.

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Manchete do Expresso: envelhecimento e rede familiar

Na capa do Expresso desta sexta-feira, o destaque é claro: “Um milhão de portugueses não terá rede familiar na velhice”. Neste momento, em média, cada pessoa idosa conta com quatro pessoas próximas para prestar apoio. No entanto, para quem hoje tem entre 35 e 40 anos, esse suporte deverá encolher para apenas uma pessoa quando atingirem os 75 anos, de acordo com projeções da diretora da Pordata, Luísa Loura.

O retrato traçado aponta ainda para uma realidade marcada por 40% de filhos únicos e pela diminuição - ou mesmo desaparecimento - de filhos, netos e sobrinhos. Num país que envelhece rapidamente e enfrenta uma forte crise de natalidade, vários especialistas defendem a adoção de medidas urgentes para recuperar o equilíbrio demográfico.

Principais destaques da semana

INEM e helicópteros noturnos

O INEM está a ponderar terminar com a operação de helicópteros noturnos. A discussão das novas linhas orientadoras do Instituto Nacional de Emergência Médica deverá arrancar em breve, e o modelo operacional em cima da mesa pode ditar o fim desta capacidade, devido aos custos. Entre as hipóteses consideradas estão bases em hospitais e a realização de voos com meios militares.

Pacto Estratégico da Saúde e tensões no PS

No plano político, o Partido Socialista reagiu com irritação à escolha de Adalberto Campos Fernandes pelo Presidente da República para coordenar os trabalhos de construção do Pacto Estratégico da Saúde. O antigo ministro da Saúde gera resistência dentro do PS e, por isso, Mariana Vieira da Silva - uma das poucas figuras da direção socialista que se recusou até ao fim a recomendar o voto em António José Seguro - foi indicada por José Luís Carneiro para representar o partido na estrutura que o Presidente está a criar, destinada a negociar um Pacto Estratégico para a Saúde entre partidos e operadores do sistema.

Apoios da Cáritas de Leiria após a tempestade Kristin

Dos €2,3 milhões angariados pela Cáritas de Leiria para apoiar famílias afetadas pela tempestade Kristin, foram atribuídos apenas cerca de €142 mil, cobrindo 16 famílias, revelou ao Expresso Nelson Costa, diretor de serviços. O responsável reconhece que o valor é “reduzido” face ao total recolhido. “Gostaríamos de ser mais céleres”, admite, explicando que o fundo é “complementar” aos apoios do Estado e às indemnizações das seguradoras, o que impede a instituição de intervir antes de existir decisão sobre esses pedidos.

A regra foi desenhada para “evitar duplicações”. “Queremos evitar o que aconteceu em Pedrógão Grande e garantir que cada cêntimo é aplicado com rigor.” Cem dias após a tempestade, o Expresso leva a redação para Leiria, uma das cidades situadas numa das regiões mais atingidas pelo chamado comboio de tempestades.

‘Comboios de bicicletas’ em Lisboa

Em Lisboa, há mais de 500 crianças inscritas num programa municipal que incentiva o uso da bicicleta nas idas para a escola. Estes ‘comboios de bicicletas’ demonstram que é possível deslocar-se de forma mais saudável e sustentável e já estão a ser replicados em cada vez mais cidades.

Uma vez por semana, alunos do pré-escolar ao ensino básico fazem o trajeto entre casa e escola de bicicleta, acompanhados por um ou mais ‘maquinistas’, responsáveis por assegurar a segurança do percurso.

Economia, tecnologia e geopolítica

Venda do Novo Banco: impacto nos valores finais

No Caderno de Economia desta edição, a manchete aponta para que os primeiros quatro meses de 2026 tragam mais cerca de €300 milhões ao Estado e à Lone Star. A Lone Star e o Estado deverão receber perto de €6,7 mil milhões - e não os €6,4 mil milhões anunciados em junho - com a venda do Novo Banco ao grupo francês Banque Populaire et Caisse d'Epargne (BPCE).

Segundo apurou o Expresso, os lucros dos primeiros quatro meses deste ano serão integrados no preço inicial e poderão aproximar-se de €300 milhões. O BPCE, que passa a ser o novo dono do Novo Banco, vai substituir o administrador financeiro e o auditor.

Elon Musk contra Sam Altman e o caso OpenAI

O confronto Elon Musk contra Sam Altman entra em fase decisiva: nas próximas semanas, nove jurados serão chamados a pronunciar-se sobre se Altman e a OpenAI violaram o seu encargo fiduciário não caritativo e obtiveram enriquecimento ilícito ao transformarem a OpenAI numa empresa orientada para o lucro, depois de ter sido criada como organização sem fins lucrativos.

A juíza Yvonne Gonzalez Rogers irá escrutinar essa determinação, cabendo-lhe a decisão final e eventuais remédios ou punições. Na lista de testemunhas, além de Musk e Altman, surgem o CEO da Microsoft, Satya Nadella, o diretor de tecnologia da Microsoft, Kevin Scott, e o presidente da OpenAI, Greg Brockman.

O peso estratégico dos estreitos

A relevância - e o poder - dos estreitos tornou-se cada vez mais evidente. Existem atualmente mais de uma dezena de ‘gargalos’ marítimos com importância global, distribuídos por várias regiões e com níveis de risco diferentes.

O estreito com maior peso no comércio marítimo mundial é o de Malaca, com uma longa história asiática, por onde passa 30% do comércio marítimo global. Logo a seguir surge Ormuz, no Médio Oriente, cuja particularidade atual é ser o estreito mais relevante do mundo na esfera energética, ainda dominada por combustíveis fósseis.

Com a guerra entre os Estados Unidos da América e o Irão, Ormuz tornou-se o ponto mais crítico da atualidade. Na passada segunda-feira, em declarações à Fox News, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, classificou o bloqueio de Ormuz como o equivalente ao uso de uma arma nuclear económica por Teerão.

Revista do Expresso e suplemento Ideias

A capa da Revista do Expresso desta semana centra-se em Ricardo Mendes, fundador e CEO da Tekever, empresa inovadora de drones que levou o nome de Portugal para o mapa da guerra na Ucrânia. Numa entrevista rara, o responsável do mais recente unicórnio português surge sereno, contido e com visão, embora não esconda o entusiasmo sobre o que aí vem. Ainda assim, deixa um alerta: "Ninguém sabe o que vai acontecer com a IA, só que será profundamente diferente”.

Como se constrói um bestseller: aqui ficam truques e segredos dos livros que os críticos tendem a desvalorizar, mas que continuam a sustentar o sector. O que distingue o “livro normal” de um produto literário de massas pensado para vender como pãezinhos quentes - sugerindo quase duas histórias paralelas da literatura? Uma viagem por Dan Brown, Umberto Eco e outros autores habituais das listas dos mais vendidos.

No início da década de 90, a Torpedo, loja de discos na Estação Ferroviária do Rossio, foi passagem obrigatória para uma geração de melómanos em Lisboa. Do outro lado do balcão estavam Cecilia, catalã de origem, e o seu companheiro, Gilles. Para muitos locais, o francês parecia reservado, mas essa aparente timidez escondia o seu passado - e uma vida intensa, aqui relembrada por quem o conheceu. Antes de se fixar em Lisboa, tinha assaltado um banco em França. Conheça esta história mirabolante.

O suplemento Ideias arranca com um texto de Corina Lozovan, investigadora e doutoranda do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, que analisa a nova ordem do Médio Oriente após o início da guerra entre os EUA e o Irão. As narrativas de um passado pan-árabe, islâmico e sectário estão a perder força, cedendo lugar a uma ordem nova e composta, assente numa temporalidade cada vez mais orientada para o futuro. Por isso, ganha forma o vislumbre de uma realidade geopolítica diferente, em que a estabilidade depende de uma gestão contínua de interdependências.

“Não é possível ser mulher na Arábia Saudita”: entrevista a Fawzia al-Otaibi, ativista saudita pelos direitos das mulheres. A irmã mais nova, Manahel, 31 anos, foi condenada a onze anos de prisão por crimes de terrorismo. A mais velha, Maryam, 38 anos, está impedida de viajar e tem um mandado de detenção que, até hoje, não foi executado. Todas foram punidas por publicarem conteúdos online em apoio dos direitos das mulheres e por criticarem o regime teocrático.

E é isto - e muito mais - que encontra na edição de hoje do Expresso. Desejamos-lhe um bom feriado e um excelente fim de semana.

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